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Perguntas da Teleconferência de Resultados 1T10

João Carlos dos Santos, BTG Pactual:

Bom dia a todos. Na verdade, minha pergunta é com relação ao ensino a distância. Vocês comentaram com relação ao processo que MEC está fazendo no setor, se pudessem só elaborar um pouco mais com relação à criação do centro universitário, como esse processo está se dando, como está encaminhando, quando vocês esperam que isso efetivamente permita que vocês explorem os 64 pólos que já estão prontos, e uma visão sobre o setor como um todo, o processo que MEC está fazendo, como vocês estão vendo a evolução disso para frente. Obrigado.

Nilson Curti:

Com relação à expansão do EAD e o processo do centro universitário, da última vez que falamos, o centro universitário estava dependendo da regulamentação do Ministério da Educação. Essa regulamentação aconteceu, o processo tramitou, hoje o processo se encontra no Conselho Nacional de Educação; na sequência esse processo volta para o Ministério com os pareceres do Conselho Nacional, pareceres estes que não temos nenhum receio de acidente de percurso, uma vez que as avaliações das comissões externas formadas pelos próprios técnicos do Ministério avaliaram todos os quesitos da nossa faculdade, e todos foram avaliados com a nota máxima.

Isso voltando para o Ministério, possivelmente acontecerá a transformação do Centro Universitário, e isso acreditamos ainda que consigamos fazer no final desse semestre.
Com isso, nós estamos com cinco projetos de cursos desenvolvidos e prontos para serem lançados, seriam lançados já nessa margem mais maturada de 147 pólos, e com isso possibilitaríamos já colocar novos alunos nos vestibulares de julho e setembro com esses novos cursos. Com isso, também, poderíamos ampliar vagas naquilo que precisássemos de cursos.

Com relação à ampliação e utilização desses 64 pólos, ainda dependemos da supervisão do MEC para que libere a criação de novos pólos. Hoje, a maioria das instituições de ensino superior que praticam essa modalidade de EAD assinaram termos de saneamento junto ao Ministério da Educação, onde, em sua grande maioria, ficam impossibilitadas de prestar novos vestibulares, assumiram compromissos de saneamento de pólos, fechamento até de uma grande quantidade de pólos, e isso não aconteceu com nossa instituição.

A única coisa que fizemos para não correr qualquer tipo de risco, como eu disse anteriormente, foi fazer um investimento substancial nas bibliotecas dos pólos, que foi aquilo que avaliamos que poderíamos ter quaisquer problemas ou avaliação em uma nota menor; então, sanamos isso.

O nosso modelo já contemplava praticamente todas as exigências que o Ministério da Educação colocou como referência para essas instituições. Então, acreditamos que estamos preparados, e também acreditando que a partir do 2S já possamos contar com a expansão do centro universitário.

O centro universitário traz também vantagens no presencial de Ribeirão Preto, que também está com vários processos de criação de novos cursos para serem lançados, e isso também não seria lançado no 2S, porque aqui lançamos cursos no início do semestre de cada ano, mas já para o vestibular de final de ano, que lançamos normalmente em novembro, já teria o benefício desses novos programas.

Basicamente, isso seria o que tenho a acrescentar sobre centro universitário e vagas e pólos de EAD.

João Carlos dos Santos:

Está ótimo. Muito obrigado.

Bruno Piacentini, Fama:

Boa tarde a todos. Minha pergunta é em relação às despesas administrativas. Vocês falam bastante no release sobre o centro de serviços compartilhados, e eu queria saber que benefícios que já vimos, ou que benefícios veremos daqui para frente, se conseguimos ver diminuição das despesas administrativas; o que vocês estão esperando em termos de despesa administrativa? Obrigado.

Nilson Curti:

Eu vou responder sua pergunta. Sempre que você fala em integrações de operações, você tem que tomar cuidado adicional, e esse cuidado na área de educação ainda é um pouco maior, porque não podemos fazer algumas coisas no meio de semestre, por estabilidade de professor semestral, ou estabilidade anual. Então, temos um cuidado nessas integrações de operações.

Até este momento, em todas as aquisições que fizemos, identificamos os maiores focos de redutores de despesas, e nesses maiores números fizemos a integração, que é o exemplo da produção gráfica descentralizada aqui em Ribeirão Preto.

Os próximos passos, ainda tem o benefício do centro de serviços compartilhados do Dom Bosco e do Pueri Domus, e ainda existe um espaço de centralização no centro de serviços compartilhados de Ribeirão Preto. Mas os ajustes significativos já foram feitos, tanto na área contábil, como na área de produção gráfica; nesses temos agido de forma mais efetiva.

Então, o que temos hoje para capturar é na área de TI, com o desenvolvimento de novos sistemas, e um pouco ainda na área de recursos humanos e controladoria.

Bruno Piacentini:

Está ótimo. Obrigado.

Luiz Felipe, BES Securities:

Boa tarde a todos. Eu tenho uma pergunta referente ao PNLEM, como é que funciona a operação em termos de ticket, se seria parecido com o sistema de ensino.

E minha segunda pergunta seria um pouco em cima da pergunta do Bruno, quanto ao G&A. Quando olhamos a comparação trimestral, em relação ao 4T09 temos um aumento de 40%. Queria entender um pouco melhor esse crescimento, o crescimento dessa despesa. Obrigado.

Nilson Curti:

Vou responder a primeira parte da pergunta, com relação ao projeto PNLEM, depois, a segunda parte o Marco responde para vocês. Com relação ao PNLEM, qual é o processo que acontece? Ele é totalmente diferente do sistema de ensino. É um processo de venda de material didático sem assessoria, sem nenhum tipo de prestação de serviço adicional, e esta venda é feita para o Governo Federal que, por sua vez, repassa para os governos estaduais e municipais.

O processo de venda de livro didático e a aquisição Governo Federal passa por um processo inicial, que é a apresentação pelas editoras do material dentro das especificações técnicas determinadas pelo MEC. Você pode apresentar desde um título, por exemplo, português e matemática, ou até uma coleção, de português, matemática, biologia, física, que é o nosso caso; estamos apresentando 13 volumes diferentes, 13 livros diferentes.

Esses livros passam por essa avaliação técnica no formato de matérias-primas mesmo, primeiro; depois passam por uma análise pedagógica de conteúdo, e aí recebem uma aprovação do Ministério como um produto viável para ser adquirido pelo Ministério.

Quando o produto chega a este momento, ele fica como se fosse disponível, em uma prateleira, junto com outras coleções, de outras editoras. E aí, cada escola do Brasil, através de seus professores, faz a indicação dos livros que querem adotar em sua escola. Com base nessa primeira indicação feita pelos professores, o Governo Federal abre um processo de aquisição, e esse processo de aquisição é muito diferente do sistema de ensino, é feito por fascículo, por livro, e o valor que se pratica por um livro desse é muito inferior ao praticado no mercado pela grandes tiragens, grande número de venda que é feito de cada volume.

E nisso você tem variações, com base do ano passado, entre R$3,50 e R$5 por livro adotado pelo Governo. Mas, mesmo assim, pela sua escala ele acaba tendo uma margem de lucratividade bastante interessante.

Mas é outro negócio. Estamos entrando no negócio das editoras que vendem para o Governo. Nós estamos complementando. Então, passamos a atuar onde já atuamos, que é o sistema de ensino público, onde tem deficiência na utilização desses livros, principalmente no fundamental, e agora passamos a atuar no ensino médio, onde não temos sistema de ensino atuante nas prefeituras. Então, agora estamos complementando.

Até o fundamental II, pretendemos operar dentro das prefeituras através do sistema de ensino público, e no ensino médio, onde nós não atuamos hoje com o sistema de ensino público, pretendemos atuar vendendo diretamente ao Governo, e este distribuindo às prefeituras e aos governos estaduais.

Passo ao Marco, agora, com relação ao G&A.

Marco Rossi:

Luiz, essa comparação trimestre a trimestre, principalmente em relação ao 4T09 ela fica distorcida, porque acho que a gente até chegou a discutir um pouco isso no call do 4T; nós, ao longo do ano de 2009, incorremos em uma série de gastos de TI para desenvolvimento de software, mudamos a metodologia, conseguimos fazer um apontamento ao longo do ano, e conversando com a nossa auditoria no final do ano, chegamos à conclusão de que esses gastos deveriam ser capitalizados.

E eles foram capitalizados no 4T com impacto integral do ano todo, então gerou uma distorção, uma baixa artificial da despesa geral e administrativa do 4T. Então, gera essa impressão negativa de uma expansão de 40% nas despesas gerais e administrativas trimestre sobre trimestre.

Na verdade, nossa base de G&A do ano passado girava em torno de R$13 milhões, e nós crescemos isso para aproximadamente R$15 milhões. Dá um crescimento em torno de 16%, 17%, e ele está um pouco associado às aquisições que foram feitas ao longo do tempo.

E como o Nilson mencionou, também ao longo de 2009, não diria que concluímos, mas estruturamos de maneira mais robusta o nosso centro de serviços compartilhados, de maneira que hoje ele está preparado para continuar a servir nossa estrutura atual e sua expansão, que ao longo dos próximos trimestres e quiçá anos consigamos continuar a apresentar essa diluição de G&A que vimos apresentando há algum tempo.

Luiz Felipe:

OK. Só mais uma pergunta: vocês poderiam abrir a base de alunos de EAD? Quanto é Praetorium, quanto é graduação?

Marco Rossi:

No final do 1T nós tínhamos 25.000 alunos de graduação e pós-graduação, e outros 5.500 de preparatórios. Esses 25.000 que hoje já passaram para em torno de 27.000 com o processo seletivo de março e as matrículas ao longo do mês de abril.

Luiz Felipe:

OK. Obrigado.

Natália Lacava, Credit Suisse:

Bom dia a todos. A minha pergunta é com relação ao CAPEX gasto com biblioteca, os livros que vocês colocaram no pólo para evitar que o MEC pudesse criar algum problema: esse dinheiro, vocês receberam de volta do pólo? Isso deveria ser uma obrigação do pólo? Vocês serão ressarcidos por isso ou não?

Nilson Curti:

Natália, realmente, essa obrigação não é do pólo que está dentro daquele repasse de 30% que o pólo iria fazer. No entanto, neste momento, como era a única exigência mais pesada, e infelizmente o MEC, ainda, no setor de biblioteca trabalha com um sistema muito arcaico, todos os livros no MEC teriam que ser tombados, que é um termo que eles usam lá, junto à biblioteca central da UNICOC de Ribeirão Preto, e depois fazer uma alocação junto aos pólos, necessariamente passar por esse processo de Ribeirão Preto.

Então, não tinha como em curto espaço de tempo alocarmos esses livros para que cada pólo fizesse a aquisição, ou se fizéssemos a aquisição e repassássemos esse custo para os pólos.

Então, resolvemos pelo próprio montante, apesar de ele ser expressivo, não correr esse risco e fazer o investimento, e absorver esse investimento. Ele não será restituído pelos pólos, e entendemos também que houve, de certa forma, uma penalização no modelo de investimento dos próprios pólos, porque eles contavam com um crescimento mais agressivo, como nós contávamos também, e o MEC restringiu isso. Então, não achamos justo passar esse ônus para o investimento dos pólos que estão nos atendendo de forma descentralizada.

Em função dessa restrição do MEC nós assumimos esta responsabilidade. Então, não vai ter reembolso desse valor.

Natália Lacava:

Entendi. E só para confirmar, para o ano o guidance de CAPEX que seria em torno de R$35 milhões continua válido?

Marco Rossi:

Os R$35 milhões, R$40 milhões que nos referíamos continuam válidos. Eles tiveram um front loading no 1T em função dos processos de investimento que estavam sendo feitos na Empresa ao longo de 2009, e que uma parte importante deles ainda afetou o 1T.

Mas como o Nilson listou, e eu listei alguns desses investimentos também, uma parte significativa deles tem natureza não-recorrente. Então, não devemos ficar muito fora da referência de R$40 milhões para CAPEX do ano.

Natália Lacava:

OK. Obrigada.

Onde são negociadas as Units do SEB?

As Units do SEB estão registradas para negociação na Bovespa sob o código “SEBB11”, admitidas à negociação no Nível 2 de práticas diferenciadas de Governança Corporativa.

Como e onde o SEB divulga suas informações?

Todos os fatos relevantes, anúncios de resultado e demais comunicados ao mercado do SEB são divulgados de maneira simultânea na CVM/Bovespa e no website de relações com investidores da Companhia (www.sebsa.com.br), além de posteriormente encaminhados por correio eletrônico às pessoas que se cadastram para receber tais informações. Para se cadastrar, favor clicar aqui.

As demonstrações financeiras completas são publicadas anualmente nos jornais Valor Econômico e Diário Oficial do Estado de São Paulo. Demonstrações financeiras trimestrais, press releases, apresentações, fatos relevantes e avisos aos acionistas estão disponíveis no website de relações com investidores da Companhia (www.sebsa.com.br). Outras informações sobre a Companhia também podem ser obtidas nos sites da Bolsa de Valores de São Paulo (www.bovespa.com.br) e Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br).

Como investir em ações?

Antes de procurar uma Corretora de Valores, sugere-se que você estude o assunto no site da Bovespa. Contribuindo para o aprendizado do iniciante, a Bolsa de Valores de São Paulo elaborou um Curso Básico sobre o Mercado de Ações. São três módulos distintos, que ainda trazem exercícios para você testar seus conhecimentos. Clique nos links abaixo e confira:

Curso Básico "Mercado de Ações"
Curso Básico "Mercado a Vista"
Curso Básico "Mercado de Opções"

Depois disso, o próximo passo é você procurar uma Corretora de Valores. As Corretoras e outros intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à análise de mercado, de setores e de companhias, e com eles você poderá se informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações para obter melhores resultados.

Você também pode negociar ações via Internet. Para tanto, é necessário que você seja cliente de uma Corretora da Bovespa que disponha do sistema Home Broker, o qual permite a negociação de ações via Internet. Confira a lista das Corretoras que oferecem Home Broker.

Quem é responsável e onde é feito o atendimento aos acionistas?

O atendimento aos acionistas da Companhia é efetuado em seu escritório administrativo, localizado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, Rua Vergueiro, nº 1.549, Vila Mariana, e no Banco Itaú S.A, Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, (11) 5029-1908.

Como posso contatar a Área de Relações com Investidores?

Departamento de Relações com Investidores
Rua Deolinda, nº 70, Jardim Macedo
Ribeirão Preto, SP
Tel: (16) 3603-9646
Fax: (16) 3603-9532
www.sebsa.com.br

Marco Flávio Tenuto Rossi

Diretor Financeiro e de Relações com Investidores E-mail: dri@sebsa.com.br

Por que o SEB utiliza EBITDA?

O EBITDA é uma medida não contábil elaborada pelo SEB, com o objetivo de apresentar o seu desempenho econômico operacional. O EBITDA da Companhia pode ser reconciliado com as demonstrações financeiras observando as disposições do Ofício Circular CVM 01/2007 constituindo no lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social, do resultado financeiro líquido, das despesas de depreciação e amortização. O EBITDA não é reconhecido pelas Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, não representa o fluxo de caixa para os períodos apresentados, não devendo ser considerado como base para distribuição de dividendos, alternativa para o lucro líquido como indicador do desempenho operacional ou para o fluxo de caixa ou, ainda, como indicador de liquidez, tampouco é um indicador de desempenho. O EBITDA não possui um significado padrão e a definição de EBITDA desta Companhia não pode ser comparada com o EBITDA apresentado por outras companhias.

Última Atualização em 9 de junho de 2010